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Cavalos para rodeio são tratados como atletas

A criação de cavalos para montaria já foi muito maior no Brasil. Com o passar dos anos, foi perdendo espaço devido ao interesse pelas raças mais mansas e como consequência do aumento das áreas para a agricultura. Os criatórios que resistiram acabaram virando referência para o mundo do rodeio.

Visitamos um desses haras em Novo Horizonte (SP), de onde já saíram alguns dos melhores animais de rodeio do Brasil. Uma das atrações é o cavalo Bandido, que coleciona títulos em Barretos, referência nacional quando o assunto são os rodeios.

Roberto de Biasi tem uma tropa com mais de 200 cavalos de rodeio. E não é qualquer animal que faz parte desse plantel. Todos são igualmente avaliados, levando em conta performance e rendimento.

Ele diz que, depois de cada rodeio, inclui numa planilha os dados do desempenho dos animais. Assim, fica sabendo quais têm os melhores resultados e aqueles que acabam chegando com mais frequência às finais das competições.

Os cavalos de rodeio são como atletas profissionais e recebem tratamento VIP. Conseguir um cavalo assim não é tão simples. É por isso que os criadores investem em genética. O criador Nilton Cardoso diz que o custo para manter um animal desse tipo gira em torno de R$ 4 mil por mês.

Os cavalos são treinados para uma modalidade bem tradicional, que é a montaria cutiano. Esse estilo de prova deu origem ao rodeio brasileiro.

O peão Edmilson Rodrigues de Souza, de 34 anos, diz que o estilo cutiano exige uma técnica especial e acaba sendo uma arte. Ele já conquistou vários títulos no Brasil. Edmilson lembra que o sucesso do peão depende muito do desempenho do cavalo. O animal tem que pular bastante para formar um campeão.

*G1